Reforma tributária:
o Simples híbrido é para você?
De 1º a 30 de setembro de 2026, quem está no Simples Nacional decide onde recolher o IBS e a CBS. Três perguntas mostram se essa decisão merece a sua atenção agora.
Leitura orientativa baseada na Lei Complementar nº 214/2025 e na Resolução CGSN nº 186/2026. A ferramenta não cita alíquota que ainda não foi fixada em lei e não substitui a análise feita com os números reais da empresa.
A decisão que a reforma colocou na mesa do Simples
A reforma tributária criou dois tributos novos, o IBS e a CBS, que vão substituir gradualmente os impostos sobre consumo. Para quem está no Simples Nacional, surgiu uma escolha inédita: continuar recolhendo tudo dentro da guia única ou recolher os dois tributos novos por fora, no chamado regime regular, mantendo o resto no Simples. É o que apelidaram de Simples híbrido.
Quem vende para outras empresas precisa fazer essa conta. Quem vende ao consumidor final, provavelmente não.
Por que alguém sairia da guia única?
Por causa do cliente. Quando a sua empresa vende para outra empresa, o seu cliente pode usar o imposto da sua nota como crédito, abatendo do que ele próprio deve. Dentro da guia única do Simples, esse crédito é pequeno. No regime regular, é integral. Para quem vive de vender para empresas, isso pode ser a diferença entre manter e perder contratos, porque o cliente passa a comparar fornecedores também pelo crédito que a nota gera.
O outro lado: recolher por fora costuma custar mais caro para a sua empresa. A conta só fecha se o ganho comercial compensar, e é por isso que a decisão pede análise com os seus números dos últimos 12 meses, cliente a cliente.
Os prazos que valem agora
A primeira janela de opção vai de 1º a 30 de setembro de 2026, com efeitos a partir de janeiro de 2027 para o primeiro semestre. A escolha vale por seis meses, pode ser cancelada até o último dia útil de novembro de 2026, e a janela seguinte será em março de 2027. Quem não fizer nada continua como está, com tudo na guia única.
Quer a resposta com os seus números, não com regra geral?
A gente roda a análise completa dos seus últimos 12 meses, separa o faturamento por tipo de cliente e diz, em reais, qual escolha compensa no seu caso. É a decisão de setembro: melhor tomar do que deixar que ela se tome sozinha.
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